Bandua

Bandua é uma das divindades que mais dúvidas levanta, pois ao mesmo tempo que é um dos teónimos com maior ocorrência no ocidente ibérico, o nome tem múltiplas variações, o que torna pouco claras a etimologia e a identidade, incluindo se estamos perante uma ou várias divindades. E nem o género, se deus ou deusa, é dado como certo devido a indícios contraditórios.

1. Informação
Conhecem-se trinta e cinco aras a um teónimo ban-, nem todas aceites de forma unânime, havendo outras seis só com um nome que é um epíteto de Bandua em altares encontrados em locais próximos, pelo que podem estar dedicados ao mesmo deus e elevar assim o total de inscrições votivas para quarenta e uma. Há ainda três onde figuram igualmente epítetos conhecidos, mas que foram encontradas em sítios mais afastados de outros achados (Olivares Pedreño 2002: 165; mas veja-se Monteiro Teixeira 2014: 78 para números alternativos). E acrescente-se por fim um achado mais recente encontrado em Arronches, no distrito de Portalegre, onde se regista um sacrifício a Banda, entre outras divindades, o que eleva o número de aras para quarenta e duas (Encarnação et al. 2008: 99-100).

Como se disse, o teónimo é escrito de múltiplas formas, de Bandia, Band e Bandu a Bane, Bandue e Bandua. A área onde foram encontrados exemplares epigráficos é também ela vasta, indo da Galiza até ao Alentejo, com dois achados mais a oriente, um na província de Toledo e outro na de Zaragoça, o que, a admitir-se que se trata de uma única entidade, faria de Bandua um deus supra-regional, comum a lusitanos, calaicos, vetões, celtas e celtibéricos. E juntamente com um número relativamente elevado de inscrições votivas, há ainda uma lista extensa de epítetos, também eles com variações gráficas: Apuluseaeco, Roudeaco, Roudaeco, Bolecco, Lansbricae, Picio, Oilienaico, Isibraiegui, para dar apenas alguns exemplos.

Locais onde se encontraram vestígios do culto a Bandua (mapa da minha autoria)

Locais onde se encontraram vestígios do culto a Bandua (mapa da minha autoria)

Para além das até pouco mais de quarenta aras a Bandua, é de referir uma adicional, descoberta em Rairiz de Vega, Ourense, mas que não está dedicada ao deus ibérico. Em vez disso, refere-o em conjunto com uma divindade romana, assumindo-se como correcta a leitura deo vexillor(um) Martis socio Banduae – ao deus dos estandartes de Marte, companheiro de Bandua (Olivares Pedreño 2002: 88; Blázquez Martínez 1998: 258). O que, a ser genuína, faz dessa ara o único achado epigráfico onde os dois deuses são associados. No entanto, uma outra peça, uma patera ou prato encontrado na província espanhola de Cáceres, revela algo diferente: uma figura aparentemente feminina em acto religioso com uma coroa amuralhada, quatro altares, uma cornucópia, o que parece ser uma árvore e a inscrição Band(uae) Araugel(ensi). E é esta figura, que se assemelha a representações das deusas romanas Fortuna e Tutela (Hoz Bravo e Fernández Palacios 2002: 46.2), que levanta dúvidas não só acerca do carácter marcial de Bandua, mas também sobre o seu género, se masculino ou feminino, apesar de as inscrições votivas sugerirem maioritariamente o primeiro (Blázquez Martínez 1998: 256-8).

Figura da patera encontrada na província de Cáceres, indicada como sendo de Bandua.

Figura da patera encontrada na província de Cáceres, indicada como sendo de Bandua.

2. Interpretações
Não há consenso quanto à etimologia de Bandua, em parte porque também não se sabe qual das variantes corresponde ao nome base e logo à sua raiz. A hipótese mais popular e que remonta a meados do século XX faz derivar o teónimo de *bhendh ou “atar”, “ligar” (Hoz Bravo e Fernández Palacios 2002: 47.2), mas de lá para cá, têm sido propostas outras etimologias. Assim, Prósper sugeriu *gwem-tu- – ir, vir – tese rejeitada por Bascuas, que em alternativa propôs *band- ou “fonte”, possibilidade que o estudioso sustenta em parte em hidrónimos com a mesma raiz, como os rios Bandugia, Bandova/Bandoiva e Bandoxa, para além do topónimo Ponte do Banduge, entre mais exemplos (Bascuas 2007: 50-2). Outras hipóteses passam por *bend – “cimo” ou “cume” – *gwn-deiw ou “mulher-deus” (Hoz Bravo e Fernández Palacios 2002: 47.2), uma correspondência com o sânscrito bandhuh – “relação” ou “parentesco” (Redentor 2008: 111) – e ainda o sentido de “proibir” ou “ordenar” (Encarnação 2015: 120), a que se junta bhandate ou “resplandecer” (Alarcão 2009: 99). A incerteza é tal que até há quem já tenha posto em dúvida o pressuposto de uma raiz indo-europeia (Freitas Ferreira 2012: 79-80).

À disparidade de propostas etimológicas corresponde uma igual diversidade de teorias sobre a natureza de Bandua. A sugestão de Prósper, que vê no teónimo uma ideia de movimento, faria dele uma divindade próxima dos Lares Viales (Blázquez Martínez 2006: 223). Já Alarcão propôs que possa ser uma divindade celestial ao género de Zeus e Júpiter (2009: 99), mas também já se viu em Bandua um patrono das colectividades castrejas ou uma divindade de carácter bélico (Freitas Ferreira 2012: 79). No mesmo sentido vai a tese de Olivares Pedreño, que sugere para Bandua uma identificação com Marte com base na abundância de epítetos com o sufixo -briga, a aparente popularidade do deus fora dos grandes centros urbanos romanizados e a frequência com que, além-Pirenéus, é Marte quem é frequentemente assimilado ao deus protector de comunidades galo-romanas (Olivares Pedreño 2002: 152-7). E a estes indícios ele junta ainda o achado epigráfico galego de Rairiz de Vega, onde Bandua surge associado a Marte, pese embora a sua autenticidade seja questionada (Hutardo 2004: 30-1). Dúvidas que Olivares Pedreño rejeita, citando Rodriguez Colmenero, que refere, entre outros argumentos, uma outra ara encontrada em Rairiz de Vega e que foi dedicada a Bandua por um militar (Olivares Pedreño 2002: 87-8).

A questão da natureza e consequentes funções desta divindade é tornada ainda mais complexa pela discussão sobre o sentido do teónimo e o género do deus. A respeito do primeiro, há quem defenda que Bandua seria na realidade um termo comum com o significado de “deus” ou “génio” e que é o epíteto que indica a individualidade da divindade (Hoz Bravo e Fernández Palacio 2002: 46.1). O que, a ser verdade, significaria que a generalidade dos achados epigráficos referir-se-iam a diferentes divindade e não a apenas uma. Ligado a esta tese está a questão do género, uma vez que a figura retratada na patera descoberta em Espanha sugere não só que Bandua era na realidade uma deusa, mas também que fora assimilada à Fortuna ou Tutela, fazendo dela o génio local que presidia a uma dada comunidade ou a grupos dos seus habitantes, à semelhança de tantos outros Lares e génios locais (Blázquez Martínez 2006: 211; Hoz Bravo e Fernández Palacio 2002: 46.2). Contra esta tese esteve, por exemplo, Jorge de Alarcão (2009: 99) e José d’Encarnação (2010: 528-9), sendo de notar ainda a argumentação de F. Marco, que defende não só a unicidade do teónimo, mas também, com base nos epítetos, o género masculino de Bandua, atribuindo-lhe um carácter protector e federador de diferentes grupos, o que explicaria a sua assimilação à romana Tutela (Blázquez Martínez 1998: 258).

A interpretação dos vários epítetos conhecidos é todo outro tema de debate, uma vez mais sem consenso. Por exemplo, se Prósper vê em Apolosego o significado “da vitória” e em Veigebreaego “o dos cavalos” ou “do carro” (Alarcão 2009: 89-90), já Olivares Pedreño faz notar o elemento -breaego ou -briga no segundo, fazendo por isso dele um epíteto tópico (2002: 152.2). O que é curioso, porque a interpretação de Prósper confirmaria a natureza marcial de Bandua defendida por Olivares Pedreño e até porque a ara a Bandua Veigebreaego foi dedicada por um soldado. Já para Brialeacus, Malunaicus e Verubricus sugeriu-se o sentido de “o das alturas” ou “superior”, o que Alarcão usa para sustentar a sua tese de que Bandua era um Júpiter ibérico, acrescentando à lista Vordeaicus, ao qual atribui a etimologia *werdh- – “alto” e desse modo “o das alturas” (2009: 99). Mas para este último epíteto também já se propôs uma origem tópica ou então gentílica (Freitas Ferreira 2012: 77), sendo que para muitos outros sugere-se igualmente uma relação com a toponímia ou a hidronímia (Blázquez Martínez 2006: 221-2). E de notar ainda o epíteto Isibraiegui, que terá também origem numa povoação ou comunidade, mas que surge numa ara dedicada a Mercúrio, onde assume a grafia Esibraeco, o que pode sugerir uma identificação de Bandua com o deus romano dos caminhos e comerciantes (Freitas Ferreira 2010: 77).

Por fim, há ainda teorias que atribuem um carácter regional às variações na grafia do teónimo, isto é, que as diferentes formas de escrever o nome do deus são o equivalente textual de diferente sotaques. Em concreto, nota-se a predominância da forma Bandue a norte do rio Douro, na antiga Calécia, e de Bande/ei/i na Lusitânia romana (Redentor 2008: 115). Na origem dos regionalismos, para além da distância e diferença culturais ou dialectais, podem estar também dificuldades no uso do latim para escrever uma língua nativa ou a persistência de arcaísmos ibéricos no processo de latinização do ocidente peninsular (Freitas Ferreira 2012: 76). No mesmo sentido vai Marques Leitão, que defende que as diferentes grafias de Bandua são regionalismos que não anulam a unicidade da divindade, que ele considera ser masculina (2015: 114). E a respeito disso, eis mais um elemento para a discussão em torno do género de Bandua: há quem proponha que o idioma galaico-lusitano podia ter formas idênticas para o feminino e masculino (Hoz Bravo e Fernández Palacios 2002: 46.1), o que abriria as portas para uma identificação contraditória com divindades romanas – ora um deus, ora uma deusa. E em parte com base nas variações de grafia do teónimo, sugere-se ainda que o culto de Bandua terá tido origem no norte antes de avançar para sul, para a Lusitânia (Monteiro Teixeira 2014: 78).

3. Hipótese de trabalho
Não é fácil chegar a uma conclusão perante tamanha diversidade de teses e opiniões sobre quase tudo o que diz respeito a Bandua, pelo que aqui, por ventura de forma mais notória do que na generalidade dos deuses ibérico, há que optar por uma hipótese a partir da qual se lancem as bases de um culto moderno.

Comece-se por explicar que o sincretismo ou assimilação de deuses de diferentes panteões não é um processo simples ou linear, mas antes complexo e por vezes contraditório. Um exemplo clássico é a identificação da deusa egípcia Bast – a da cabeça de gato – com a grega Ártemis (Heródoto, Histórias 2:137), não obstante o facto de a primeira ser uma divindade do amor e do prazer, enquanto a segunda é tida como virgem. E isto acontece porque a assimilação é feita com base nas semelhanças e ignorando-se as diferenças; neste caso, o lado de protectora de Bast, função à qual não seria estranho o hábito felino de caçar ratos, o qual aproxima-se do papel de caçadora da irmã de Apolo e apesar das diferenças óbvias no resto. E nesse sentido, não será de estranhar se o mesmo deus for identificado com diferentes divindades consoante há um enfoque numa característica ou noutra.

É precisamente isso o que encontramos no mundo celta integrado na civilização romana. Por exemplo, onde é hoje a povoação inglesa de Lydney, prestava-se culto a um deus chamado Nodens, que parece ter estado ligado à água, caça e saúde e, a julgar pelos achados epigráficos, foi identificado com Marte, Silvano e Neptuno (Green 2011: 147-8). O mesmo aconteceu com Visucius, adorado na Gália e Germânia, e que foi assimilado ora a Marte, ora a Mercúrio (Adkins 2000: 241). E mesmo quando há registo de apenas uma divindade equivalente, ela nem sempre é aquela que tomaríamos como óbvia: é o caso de Lenus, deus celta da saúde, que foi identificado com Marte; ou de Condatis, divindade com um carácter igualmente salutar que foi não obstante associada ao deus romano da guerra; ou ainda de Marte Risigamus, nome que quererá dizer “rei dos reis” ou “rei máximo”, algo que seria talvez mais apropriado para Júpiter (Adkins 2000: 143 e 145). Há ainda o caso curioso de Marte Olloudius, que surge ligado a génios locais e representado com duas cornucópias (Green 2011: 107). E na base destas assimilações aparentemente estranhas estariam, por ventura, semelhanças iconográficas ou simbólicas, mas também o papel de Marte como defensor ou protector, o qual seria aplicado de uma forma bastante mais lata. Isto é, não apenas no sentido estrito de deus da guerra, mas também, por exemplo, de guardião contra a doença e consequente garante da prosperidade (Green 2011: 146). Papel esse, aliás, que já possuía em Roma, embora nos passe despercebido por força do enfoque exagerado no lado guerreiro. Basta ler Catão, Da Agricultura 141, para se encontrar a descrição de um sacrifício a Marte onde se pede que o deus proteja contra a doença, infertilidade e mau tempo, permita a produção agrícola, guarde os rebanhos e conceda saúde aos habitantes da quinta. Tudo coisas que, no imaginário comum dos nossos dias, estariam fora da esfera de influência de uma divindade guerreira.

Serve isto para demonstrar que a identificação de Bandua com Tutela ou Fortuna na patera encontrada em Espanha não significa, necessariamente, que ele era uma ela, mas apenas que, para um indivíduo ou comunidade romanizada, Bandua teria uma função que se assemelhava à das referidas deusas e era, por isso, assimilável a elas. Mesmo que isso estivesse em contradição com o género do deus ibérico e tal como a identificação de Ártemis com Bast contradizia a virgindade da primeira ou a luxúria da segunda. O sincretismo é um jogo de enfoque nas semelhanças que ignora as diferenças. Assim se rejeita igualmente a dinâmica de soma zero em que ou Bandua é assimilado a Tutela/Fortuna ou a Marte, como se uma coisa impedisse a outra. Não é esse o caso com Nodens ou Visucius, pelo que nada impede que o deus ibérico pudesse ser sincretizado ou associado de diferentes formas dependendo dos sítios ou dos indivíduos. O mesmo é verdade para a ideia de que um deus marcial não pode presidir à fortuna, prosperidade e protecção ou vice-versa, porque os caso de Marte Olloudius e o texto de Catão mostram que essa acumulação de papéis era perfeitamente possível. O problema de alguns estudiosos modernos é que por vezes fazem um uso excessivo da teoria trifuncional de Dumézil, resultando numa rigidez interpretativa desnecessária, senão mesmo errada. E não se percebe como é que se pode argumentar que band- era um termo comum para deus com base ora na interpretatio romana presente na referida patera, como se o sincretismo fosse unívoco ou simples, ora na abundância de epítetos tópicos. É olhar para a quantidade de títulos locais ou regionais dos deuses gregos para se perceber que um epíteto pode identificar um aspecto ligado à toponímia ou funções específicas, mas sem que com isso se conclua, por exemplo, que Zeus ou Apolo eram na realidade nomes comuns para dezenas de divindades diferentes…

Ao invés de seguir uma teoria redutora, prefiro optar por uma hipótese abrangente como base de trabalho para um culto moderno. Em concreto, a de Bandua como um deus protector da comunidade, não só no sentido militar, mas também da preservação dos vínculos, saúde e prosperidade dos cidadãos. Reúne-se assim as facetas identificáveis com Tutela, Marte e por ventura Mercúrio e mantém-se a ligação aos pontos elevados da paisagem, não por ver em Bandua um deus celestial, mas sim uma divindade dos espaços fortificados – os castelos, as torres, as fortalezas – estruturas tradicionalmente erguidas no cimo dos montes e um símbolo da defesa ou segurança da comunidade, para além de muitas vezes serem o ponto a partir do qual as povoações cresceram. O que faz de Bandua um deus guerreiro, mas não da guerra; ou seja, uma divindade apotropaica que não se resume ao campo de batalha, mas que combate contra tudo o que ameace a comunidade. E isso inclui não apenas o sentido literal de tropas invasoras, mas também o infortúnio, os desastres, a doença, os conflitos internos e a dissolução da vida comunitária que daí pode advir. Em suma, o deus que une, que mantém coeso ou pleno – mas não apenas soldados ou no sentido militar.

4. Ideias para um culto moderno
Partindo desta base, a escolha de dias festivos pode ser regida pela História da comunidade que é posta sob a protecção de Bandua. Por exemplo, a data de fundação da cidade ou país ou então de um acontecimento fundamental que assegurou a sua sobrevivência ou lançou as bases da sua prosperidade. E o epíteto com o qual ele é adorado deve reflectir a sua vinculação à comunidade em causa. Para mais precisão, pode-se acrescentar um segundo título que se refira ao motivo específico de um dado sacrifício. Por exemplo, Bandua Portuense como o aspecto local que protege o Porto de uma forma geral, adorado a 14 de Julho (dia do foral de 1123), e Bandua Portuense Soter ou “Salvador” no caso de um desastre natural ou de qualquer outra situação de emergência que exija a salvação dos habitantes da cidade.

A tutelagem do deus também se pode aplicar a concelhos e mesmo a comunidades nacionais, não tendo que se ficar por povoações individuais. Tal como no caso do Porto, trata-se de um desenvolvimento moderno, porque a generalidade das identidades políticas de hoje, sejam elas locais ou nacionais, não existiam na antiguidade romana ou pré-romana. Mas se o objectivo é dar nova vida a cultos antigos que lhes permita existir e prosperar no mundo actual, então é perfeitamente legítimo que se preste homenagem a Bandua com, por exemplo, o epíteto de Portugalensis ou Português – deus protector de Portugal. Não será um exclusivo dele, dado que o mesmo epíteto pode ser aplicado a várias divindades, e é igualmente legítimo associar o mesmo deus a outras nacionalidades. Mas é certamente uma forma de dar sentido e portanto vida moderna ao culto de um deus que foi adorado pela última vez há mais de mil anos.

Quanto a animais sagrados, o boi é uma hipótese, dado que é próximo do touro e representa tanto a força como a prosperidade. A Marte podemos ir buscar o pica-pau e acrescentar talvez o carneiro, que é ao mesmo tempo um habitante de espaços elevados e um símbolo de combate defensivo. E para símbolos de Bandua, pode-se pensar, por exemplo, num escudo com uma representação de um desses animais, por ventura com uma coroa amuralhada ou sobreposto a uma árvore – ambos símbolos de comunidade.

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